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02/02/2016

Praticando uma desintoxicação de pessimismo com #NuvemDeOtimismo


Desde nova sofro com o estresse dentro de casa. Tenho alguns problemas com os meus pais, mas principalmente com a minha mãe. Não vou mentir que tem dias que a minha única vontade é de entrar numa máquina do tempo e viajar para o ano em que me mudo pra um lugar que eu possa chamar de MINHA CASA realmente. Porque vocês sabem, né? A casa dos seus pais é a casa dos seus pais. Com as regras deles, manias deles, decoração deles... e isso raramente muda. E eu não gosto nada disso. Então, como vejo que não posso mudar as pessoas que não podem/devem ir embora da minha vida, resolvi mudar a minha forma de encarar o mundo. 

Nos próximos meses vou me policiar mais, me permitir fazer mais das coisas que gosto nos momentos difíceis, ir para lugares que me fazem bem quando tudo estiver indo mal, fazer mais sessões de terapia com cantores e autores que me incentivam a desfrutar da melhor versão de mim mesma, vou ser uma melhor ouvinte e aprender a argumentar sem ofender. Vou desafiar o meu lado mais orgulhoso a ser menos impaciente. 

O otimismo são doses diárias de paciência, leveza, alegria, carinho e piedade em tudo que a gente faz todo santo dia. Eu pelo menos boto fé em um monte de planos, mas quando umzinho falha, já era... Começo a me condenar por não fazer as coisas darem certo, porquê sempre acho que tudo depende só de mim, quando na verdade não é bem assim. E é nessa hora que entra o carro alegórico do estresse, tristeza, ansiedade por dias melhores, nervosismo, solidão e impaciência. E assim termina (ou começa!) esse carnaval de pessimismo que até então levo comigo e no fim das contas, sambo legal, fico um bagaço e tenho que limpar toda a sujeira deixada pelo caminho. Mas pera lá, nunca nem quis essa bagunça! Então porquê tenho que conviver com ela? Não tenho. Não sou obrigada. A nada! 


E por que to te contando tudo isso? Bom, é que eu quero te propor a mudar de vida junto comigo. Se você também é uma pessoa chata e pessimista feito eu, bora mudar? Vou listar algumas atividades pra gente praticar durante quinze dias, depois eu pesquiso ou sugiro outras que passarem pela minha cabeça pra continuarmos com o processo de desintoxicação de pessimismo. 

1. Faça o bem para recebê-lo também
Isso é tão clichê, porém, é um clichê bom que deve ser citado e praticado sempre! Seja fazendo um elogio a alguém, ajudando moradores de rua (isso conta pra animais, viu?!) etc.
2. Fique um tempo sozinho
Uma das melhores coisas da vida é poder ficar sozinho pra pensar na morte da bezerra, como dizem aqui em Fortaleza. O que eu to querendo dizer é que, às vezes, faz bem se recuar e observar o mundo, pensar na vida, colocar as coisas na balança e ver o que realmente vale levar adiante. 
3. Planeje sem criar expectativas
Deixa a expectativa quietinha lá na casa dela, apenas faça o que você tem que fazer para que o objetivo se realize da melhor maneira possível dentro da medida do possível. Tendeu?
4. Limpe as suas redes sociais
Excluir quem não partilha dos mesmos sentimentos que você faz bem. Só toma cuidado na hora de diferenciar o que é sentimento e o que é pensamento. Parece confuso, mas juro que tem uma diferença enorme nisso ai! 
5. Faça amigos que acrescentem algo de bom na tua vida (!!!)
Ter gente inspiradora e de bom coração por perto é essencial para uma vida feliz. Não precisam ser muitos, basta te fazerem se sentir bem na maior parte do tempo.



E depois de ter colocado em prática tudo isso, comece a repensar teus conceitos de felicidade. Se permita ser um filósofo-de-madrugada por um ou dois dias, pense sobre na vida em um todo, nas atitudes tomadas a tua volta, nas pessoas que admira, nos problemas que tem pra resolver e comece a buscar por soluções sobre como melhorar a sua vida. Porque como já dizia O Pensador: "Quando a gente muda o mundo muda com a gente e a gente muda o mundo com a mudança da mente."


18/01/2016

Faça uma mudança radical


A gente se prende por tanto tempo em uma zona de conforto que esquece que há um mundo de possibilidades. Nos prendemos em um mesmo cabelo, em uma mesma escola, nos mesmos tipos de roupas, em um mesmo grupo de amigos, em um mesmo trabalho, na mesma comida da mãe, nos mesmos lugares de sempre; assim como em tantas outras coisas que chega uma hora que o tédio é tanto e a única vontade é largar tudo. E, novamente, a gente se prende. Não no passado "abandonado", mas na zona de conforto (de sempre...).

Com isso, criamos acidentalmente tabus, preconceitos, regalias, medos. Nos prendemos tanto, mas tanto a nossa realidade que esquecemos parcialmente que há muita coisa boa no mundo afora. E, dentre elas: tanta comida gostosa, tanto estilo legal, tanta música boa, tanto lugar diferente, tanta religião curiosa. Tanto mundo.

Lembro-me bem que quando eu era pequena, adorava mudar de escola. Mudar de casa, de vizinhança. Ainda fico tão feliz quando inauguram um lugar novo na cidade. Quando me convidam para fazer algo diferente. Quando mudo o corte ou a cor do meu cabelo. Ainda fico contente com mudanças. 

E é por essas e outras que te convido a mudar e experimentar algo novo. Respeito o seu medo de mudanças, caso o tenha. Entendo que o que a gente mais quer é ter uma identidade e ser fiel à ela. Mas já parou pra pensar que o que torna o cabelo rosa não é a cor mas a personalidade de quem o usa? Que o que faz da roupa um estilo não é o corpo em si mas quem a veste de verdade? Então, se você se sente uma pessoa morena, loira, ruiva ou colorida, vai lá e muda! Se não se sente mais à vontade no seu próprio espaço, redecore! Se teu trabalho ou curso na faculdade tá chato, mude para outra área! Se a timidez está te enchendo o saco, faça aulas de teatro, dance, escreva, fotografe-se, se expresse aos poucos! 

A minha lista de sugestões está aqui:

1. Mude alguns pensamentos rudes que você tem (eu sei que algum você deve ter). 
2. Pinte suas paredes com uma cor inusitada que você goste.
3. Mude o tamanho do seu cabelo.
4. Crie uma página na internet falando de fotografia, culinária, beleza, artesanato ou sobre o que você gostar.
5. Doe mais para quem precisa, seja sangue, brinquedo, roupa, comida...
6. Junte dinheiro e viaje para onde sempre quis ir, mesmo que isso demore alguns anos.
7. Abandone as desculpas e defenda uma causa, faça manifestações, conquiste o direito de animais ou pessoas. 
8. Deixe de vergonha e dê cumprimente o porteiro, a pessoa que cruzar com você no elevador ou o senhor que der bom dia na rua (nem todos são homens tarados a procura de caos).
9. Defenda suas ideias sem ofender ninguém.
10. Mude as unhas, deixe-as crescer ou corte-as do jeito que quiser. 

Deixa esse medo bobo de achar que vai ficar feio ou que não vai te favorecer, deixa de pensar que teu cabelo vai estragar, que a nova rotina não é tão legal, que a nova decoração não vai combinar com seus móveis etc. Deixa, só não deixa de experimentar. Ficar só na zona de conforto nem sempre é confortável. Mude para o que você quer ser, de dentro pra fora, de fora pra dentro. 

Solte o que há de bom confinado dentro de você.

17/09/2015

Pública vs. Particular


Eu nunca fui de se interessar muito por política, sempre ouvi meus pais reclamarem de corrupção e governo, com a idade que eu tinha, isso já era o bastante para me manter informada. Na época eu costumava estudar em escola particular, meus amigos não tocavam tanto no assunto e eu, por minha vez, não lia a respeito. Hoje estudo numa escola pública, a primeira vez em toda a minha vida. Logo, ouço muito sobre política já que muitos dos alunos dependem da ajuda do governo para conseguir o ensino superior. Então o assunto acabou virando parte do meu cotidiano. Ler mais notícias, acompanhar jornais locais, nacionais e internacionais, falar a respeito e debater um pouco se tornou dever meu, até porque isso envolve a profissão que quero exercer. 

Incrivelmente, mesmo no meio da crise em que enfrentamos, das cortas de verbas pra todo lado, das greves e revoltas dos professores da rede pública (coisa que já se tornou comum ter todo ano), pude perceber que ainda há quem diga que o ensino público é melhor que o privado, da mesma forma em que alegam um diploma de uma federal valer mais do que o de uma particular que tenha a mesma excelência de ensino. Eu sou completamente a favor da existência de universidades e escolas públicas pelo simples fato de ser um direito de todo cidadão, mas tenho dó de ver centenas de alunos sofrendo para se formarem devido as greves (depois de terem lutado tanto para passarem no ENEM...), fora os equipamentos das aulas em laboratório que é tão comum deixarem à desejar.

E quem disse que professor de pública é mil vezes melhor que o de uma particular? Que eu saiba, tem muito professor graduado pela federal dando aula para uma particular, e vice-versa. Ou seja, as técnicas de ensino vão se mesclando. O raciocínio vira o mesmo. As fontes, iguais. E agora, quem é melhor que quem?


Uma vez ouvi dizerem que um professor sugeriu a seus alunos que encararem as greves da universidade pública como "férias fora de época". Um descanso. Isso ficou na minha mente e depois pensei... se três meses por ano, junto com os feriados e faltas por preguiça não forem o bastante para você descansar, pode procurar uma boa alma caridosa a te ajudar financeiramente porquê seu problema não é cansaço, é falta de vontade de aprender para futuramente viver bem. E em falar em viver bem, é realmente preciso ter uma faculdade pra ser bem sucedido? Até que ponto a teoria vai para superar a prática de quem trabalha há anos na área X sem nunca ter feito um curso superior para a mesma?

Na escola que estudo quase sempre tenho que lidar com recusas e caras feias quando digo que não quero ir para a Universidade Federal do Ceará (UFC) e sim para a Unifor, que é uma das melhores particulares do país. As pessoas parecem não aceitar essa minha escolha, querem impor uma regra de que federal é melhor. Temos que parar com essa mania de valorizar mais o diploma público. Não são as letras impressas e nem a espessura do papel que irão avaliar todo o esforço, dedicação e qualificação de um profissional. Profissionalismo vem de quem quer ser o melhor na área em que escolheu, não de quem se forma na área Z numa federal num curso que - muitas vezes -  fez só por fazer porquê "dá dinheiro".


Respeito quem prefere o ensino público, quem diz que tá pagando imposto pra isso e que não vai ter gastos extras à toa. Fico calada até pra quem diz que em particular só tem os mesquinhos filhinhos de papai - mas nessa hora sempre penso nos riquinhos que vão para a pública para o pai não precisar pagar uma particular e, com o dinheiro economizado, poder ganhar um carro novinho? Isso ninguém aponta como erro quando não pensam nos milhares de alunos carentes que deixam de estudar seus devidos cursos porque tem alguém desse tipo descrito acima ocupando a vaga deles.

Talvez assim tivéssemos mais sorte em ter médicos, professores, advogados (...) e engenheiros quando a população precisa, e não quando a  intolerância administrativa do governo quiser, simplificando: greves.

Portanto, as pessoas deveriam parar com esse preconceito e repensar sobre o número de vagas nas estaduais e federais, o Brasil seria melhor se mais gente tivesse acesso à educação e, principalmente, que ela não acabasse no fim do ensino médio. 

Eu que me pergunto "O que seria de nós se não existissem as particulares?", te pergunto: o que seria de você se não existisse esse seu preconceito? 

10/09/2015

O último homem do mundo


Faz dezoito meses que comecei a namorar a maior certeza dos últimos dezoito anos da minha vida. Eu disse sim para a meta de relacionamento que eu tinha em mente sem nem ao menos saber que as coisas seriam do jeito que são. 

Desse tempo pra cá sorri, confessei meus problemas, gritei da janela do carro em movimento o quanto o amo, chorei de alegria, me enciumei mil e duas vezes, briguei, me surpreendi, me entreguei por partes até virarmos um inteiro e descobri que, pra mim, ele é o último homem do mundo. O qual eu quero dar o bem para que nós dois tenhamos o bem. O homem que, no meio de tantos outros, se tornou único diante dos meu olhos, sem que eu meça esforços para isso acontecer. 

Me cativa dos pés à cabeça. Do olfato ao tato, paladar... Eu só quero e espero que a vida seja bondosa conosco. Que o tempo aconteça para que as conquistas cheguem, mas que não exista tempo quando precisarmos ficar à sós. 

Por mim, a gente moraria numa casa pintada à lá aquarela, de porta vermelha e piso de madeira, com tapete felpudo, um husky gorducho e eu continuaria aqui, vivendo cada novo dia com ele como se fosse sempre o primeiro.

23/02/2015

365


Tão bom quando um ciclo termina e outro se inicia, quando coisas ruins se dissolvem no vento feito fumaça, quando a vida sorri e te encoraja. Tão maravilhosa a euforia no peito depois de um beijo, um aceno ou desejo fácil após olhar esses olhos escuros e tão cheios de sonhos promissores à dois e, depois, à quatro. À cada manhã acompanhada de um bom dia, um novo motivo para se apaixonar cada vez mais pelo mesmo homem alto de rosto sério e sorriso fácil que me acompanha em cada passo que eu dou, que vibra com cada vitória minha/nossa e entristece junto nas dificuldades. Tudo isso há exatos 365 dias de muitos ciúmes e saudades.

Meu corpo, já acostumado com o dele, não sabe mais ficar longe do aconchego daquele abraço com cheiro gostoso de perfume já pertencente à pele. O carinho feito no meu rosto vindo de suas mãos sempre quentes acalma qualquer dia corrido, embora as horas continuem voando enquanto estamos juntos. O arrepio causado pela barba rala no meu pescoço relaxa quaisquer músculos por todos os meus cento e setenta centímetros de comprimento. A voz calma, quase sussurrada, contando as novidades, planejando o futuro ou idealizando um sonho, faz com que a vida pareça simples e mostra que tudo é realmente possível. O beijo longo e lento congela o tempo. E a junção de todos esses momentos e sentidos faz da minha rotina um exemplo de felicidade verdadeira; ninguém imagina o quão grata sou por isso, por essa sorte, por essa vida, por esse homem. Por esse meu homem. Tão meu, tão eu. 

As diferenças fizeram da gente complemento, enquanto as semelhanças nos aproximaram feito ímã. Enquanto eu viver, seja aqui ou em outra vida, quero que seja com você.

 Em cada fotografia nossa, uma lembrança. Em cada lembrança, uma história. Em cada história, uma prova de amor e, com isso, a certeza de um sim cada vez mais feliz, cada vez mais nós. E é por essas e outras que eu digo e repito: Meu amor é todo teu, Dengo meu.

31/12/2014

Os doze meses de 2014


Ainda lembro bem do último dia de 2013, parece que foi mês passado que relatei aqui - acredito que - o pior ano da minha vida. Contei mês por mês, bem resumidos. Hoje, 31 de dezembro de 2014, posso dizer, com toda a certeza, que esse foi o melhor ano de todos esses meus 17 anos. Caraca, dezessete! Tão pertinho dos dezoito e quem sabe até do meu fusquinha azul conversível. 

Pra começar, vamos combinar, virar o ano ao lado de quem põem a gente pra cima são outros quinhentos, certo? Certíssimo. Na hora da virada me lembro de ter pedido paz, saúde, felicidade, um amor que dure mais que uma vida e mais algumas outras coisas que não lembro agora. Por coincidência ou capricho do destino, Alguém desejava o mesmo há um quilômetro da minha casa, num apartamento colorido e de gente alegre que dentro de poucos meses tornaram-se a minha segunda família. 

Em janeiro fui parar numa escola pública como forma de "castigo" por ter reprovado de não, acabei indo sem conhecer ninguém. Com ela veio a necessidade de aprender a andar de ônibus (sinto um pouquinho de saudade de você, linha 753). Andava duas ruas, pegava o busão, descia na parada do barzinho verde, atravessava a praça e lá estava o Liceu. Depois era só passar quatro horas lendo Doidas & Santas da Martha Medeiros, conversar com algum professor amigável, ir pra trás do colégio no fim da tarde e esperar o 753 mais uma vez. Mas essa vida de peixe fora d'água só durou duas semanas, se não me engano. Depois voltei pro antigo colégio onde reprovei, segui a vida com a matemática chata de primeiro ano em forma de dependência e conheci a tão independente Coração, uma das melhores amizades que eu poderia ter nessa vida. 

Em fevereiro comecei uma nova etapa na vida. Após passar janeiro inteiro conversando madrugadas à dentro e ter conhecido pessoalmente um dos meus pedidos feito na virada de ano e, com ele, alcancei todos os outros. Juntinhos. Se isso fosse um gráfico em escalas, as emoções estariam sempre no topo. Meu namorado é, com toda a certeza, o melhor presente que 2014 poderia me dar! Após o pedido de namoro, os dias vinte e três nunca mais foram os mesmos. Aliás, os dias em si nunca mais foram como antes e eu sou tão, mas tão grata por isso. Dessa vez a vida caprichou nas surpresas pra valer, e olha, tô até começando a acreditar que os males passados serviram como uma desintoxicação de tudo que nunca foi destinado à mim, tanto agora como daqui dez anos ou mais. 

Março trouxe o aniversário do Iv (daqui a pouco já é março de novo e meu homenzinho completará vinte anos e eu aqui sem poder dirigir ainda, #bolada). Conheci gente nova, gente legal, gente chata, gente maluca, gente que quer/queria o meu lugar na vida do meu namorado e eis agora eu uma pessoa ciumenta/possessiva/talvez doida/desconfiada. Incrível como meu nível de ciumes aumentou tanto com a chegada do Iv na minha vida. Isso é consequência do amor, do medo de perder, da insegurança ou o quê? Se você souber, me avise, porque eu não faço a mínima ideia. Só sei que qualquer resposta que obtive até agora leva à um único motivo: amor.  

Abril, Junho e Julho foram marcante, especial e lindo, respectivamente. Agosto foi mês de completar dezessete anos, minha vontade era de fazer uma festa aconchegante e reunir todos os amigos que sinto saudade e que marcaram minha vida, mas sem grana e nem lugar não teve como fazer isso. Porém, pra minha surpresa, meu namorado e melhor amiga conseguiram esconder de mim que estavam planejando uma festinha ao pôr do sol (coisa que eu amo apreciar e fotografar e que já não é novidade) com todas as pessoas que eu queria ver há tempos. Nem todos puderam comparecer, mas só de ler o grupo - muito bem camuflado! - me senti adorada da mesma forma que adoro cada um deles.

Setembro, outubro e novembro foram meses de tensão e decisão. Me preparei para o vestibular e consegui passar para o curso e faculdade que quero: jornalismo na Unifor. Fechei a redação, coisa que me deixou tão contente e mais segura ainda de que é esse o trabalho que quero exercer. Só que, por estar ainda no segundo ano e não ter dezoito anos, acabei tento que abrir mão da minha matrícula por não conseguir uma mera prova de avanço e essa foi uma das três tristezas que tive ao longo do ano. Agora vou ter que esperar até agosto para tentar de novo e finalmente ingressar na universidade. 

E, por fim, dezembro. Ah, Dezembro... de fato, és de todos, o mês mais aguardado, "encantado" e carregado de expectativas, metas, pedidos e simpatias. Eu só peço que 2015 seja tão bom quanto 2014. Rezo pra que meus planos e projetos se concretizem e deem certo. Que meu avô que está em estado grave de câncer consiga viver mais um ano e feliz. Que minhas famílias (pais, irmão e sogros), continuem unidos e com saúde. Que meu namorado continue do jeitinho que é, me amando todas as manhãs e que nós dois consigamos vencer o ciúme sempre. Que a viagem marcada pra fevereiro saia como o planejado. 

Que todo mundo tenha um ano bom assim pelo menos uma vez na vida. Amém. 


12/12/2014

Pessoas famosas que me influenciam

Nunca conheci e acredito que nunca conhecerei alguém tão confiante de si (será esta a denominação certa?) ao ponto de não ter alguém em quem se influenciar. Sou influenciável mesmo. É isso ai. E quem não é? Você? Claro que é, ué! Ao todo, são tantas pessoas que me inspiram que nem sei ao certo quem são, mas vou citar os que eu lembrar.


1- Audrey Hepburn 
A famosa bonequinha de luxo, mesmo tendo toda a beleza do mundo, por assim dizer, buscava o amor puro, carregado de carinho e atenção. Ela sempre foi carente devido a problemas familiares durante sua infância. Eu nunca tive problemas assim quando pequena, porém, cresci afastada de toda a minha família (avós, tios, primos etc) e uma vez disseram à minha mãe que minha carência possa ser resultado desse afastamento. Isso faz com que eu me identifique um pouquinho com esse jeito carente da atriz. Audrey teve que se divorciar duas vezes para notar que o amor que ela procurava ia muito mais além que um casamento. Foi só depois de se tornar mãe e embaixadora da Unicef e viajar para missões em países pobres, para que enfim desse e recebesse todo o carinho que procurava. Audrey Hepburn me inspira por ter dado amor à quem não tinha nada para dar em troca, além de gratidão.



2- Taylor Swift 
Taylor pode ter mudado a aparência fofa de uns tempos pra cá, mas o jeitinho romântico permanece. O que mais me inspira nela são os ciúmes e o modo como transforma-o em arte. Sim, os ciúmes! O ramo da música tem tantas facetas que muitos dos famosos deixam o sucesso subir à cabeça até mesmo na hora do amor. Mas com a Tay é diferente. Ela faz da fidelidade algo essencial e exige exclusividade - digamos assim - na vida de seus namorados. É uma pena que nem todo mundo aguenta as rédias curtas da loira. Outro ponto que me inspira nela é a capacidade de transformar algo tão ruim em arte, no caso, términos em músicas. Blank Space tá aí pra ilustrar isso pra gente. 



3- Bruna Vieira
Conheci o trabalho dessa mineira em 2011, na época seu blog já tinha um número legal de seguidores e o conteúdo do mesmo era incrível e tão aconchegante... depois de algumas semanas já havia virado fã. Com o tempo (e muito trabalho) ela fez dos seus sonhos a sua rotina, e é isso nela que mais me inspira. A Bru também é do interior e hoje roda o mundo em busca de experiências, conhecimentos e fotos perfeitas. 



4- Taciele e Fernando
Os dois são casados e dividem a rotina com o youtube para o canal da Taci. O que me inspira no casal é: o companheirismo, o amor, o afeto e o respeito que um tem pelo outro. Eu e meu namorado adoramos eles dois, são o tipo de casal que deveria existir em todo o mundo. 



5- Rainha Vitória 
Confesso que não conhecia sua história até pouco tempo atrás. Assisti um filme que relata sua coroação no auge de seus 18 anos, sua inexperiência com assuntos políticos e militares chega a irritar a população. Como naquela época casamentos arranjados (leia-se forçados) em base de interesses políticos e/ou financeiros era comum, fez com que Vitória dissesse não a muitos pretendentes, ela fez questão de permanecer solteira e reinar quase que sozinha toda a Inglaterra antes de se casar por amor com o príncipe Alberto, tornando-se assim a primeira rainha a tomar esse tipo de decisão. E é isso que me inspirou: arcar as obrigações mesmo que centenas te julguem incapaz ou jovem demais e ficar com quem você realmente ame e não com quem seus pais acham que é melhor pra você.


Agora me diz, quem influencia você em quê?

27/10/2014

Os últimos noventa dias


Há doze meses minha vida estava uma droga. Sim, já começo este texto com um baita ponto de exclamação em forma de "palavrão". Era como se eu só esperasse, todos os dias, ansiosamente, pela hora de dormir. Existir não era muito prazeroso, não que eu seja uma ingrata que não valoriza a vida que recebeu, eu só não gostava (nenhum pouco) do meu cotidiano. Dramalhona como sempre, chorei até as lágrimas que não tinha e decidi fazer diferente. 

Em Janeiro de 2014 o clima já era outro. Mas só foi em Fevereiro que tudo foi mudar pra valer. 

Encontrei o amor da minha vida (sim, tenho certeza disso, e, por favor, não questione nada ou duvide. Obrigada). E por conta dele, 75% das coisas boas desse ano são consequência desse namoro i-n-c-r-í-v-e-l! Ah, claro que as minhas amizades importam, tanto é que passei a ficar mais tempo com quem gosta de mim, quem está disposto a me ajudar e a ter minha ajuda (minha amiga de classe que o diga). 

Deixei de lado esse "desespero" por um blog mais profissional e passei a aproveitar mais o meu tempo com as pessoas que eu gosto de estar perto. Isso me faz tão bem... E quando me dei conta, já estávamos no final do ano! Adoro quando o tempo passa depressa sem que eu note por motivos de: estou ocupada demais sendo feliz e não tenho tempo pra checar o relógio ou o calendário. 

Mas para falar a verdade, esses últimos noventa dias estão me enlouquecendo. Matando não, enlouquecendo mesmo. São tantas coisas ótimas que até tenho medo de contá-las agora. São poucos os que sabem de tudo que está prestes a acontecer comigo. Minha vontade é de gritar para o mundo inteiro o quão feliz estou, claro! Mas é melhor guardar só pra gente o que nem a gente acredita estar – finalmente  vivendo. 

Juro, é tanta coisa que tô pra explodir, mas não de estresse e sim de emoção. O pensamento está bem otimista, mas o nervosismo e a ansiedade me consomem de um jeito que olha, (poxa, não sei como explicar isso, mas...) tô pra explodir! 

Bem, se fosse para me definir em uma metáfora, poderia-se dizer que acabei virando uma espécie de bomba relógio, que, uma vez explodida, espalha confetes por quilômetros. Agora só me resta continuar estudando e ouvindo os conselhos dos meus pais e do meu namorado pra que tudo continue dando certo daqui pra 2015. E que assim seja, até o fim da vida. Amém.

29/09/2014

Tudo que quiser de mim


Eu fui de alguns, um pouco. Eram tão alguns que nem chega a enchem uma mão, pra ser sincera, no máximo três dedos. Falo muito, mas demonstro pouco, ainda mais para poucos. Não sei recitar sentimentos, apenas os escrevo, e muitas vezes, me enrolo toda e, às vezes, até falo o que não devo. Tagarelo de tudo mas não digo muito, ou talvez até diga, mas quem se importa? Os poucos? Não... os poucos não se importam, pelo simples fato de hoje serem tão poucos, ausentes. Mas você se importa, não é?

Contigo me abro, falo, grito, riu. Choro, peço colo, carinho. Pego tua mão, desabafo, converso e no inverso, você me enxerga de um jeito doido que nem sei se há explicação aplausível pra essa loucura que vulgo amor. Te dou tudo de mim e ainda sinto vontade de me doar mais, mais, mais e cada vez mais. Só para ti.

Te confesso aos poucos meus medos, receios e erros. Não quero fazer de você um recipiente de males, não quero e nem devo depositar em ti os meus problemas, porque mesmo se depositasse, ainda seriam meus problemas. Mas por ventura, você sempre me escuta. E me mima, faz-me juras. Até que eu me acalme e pare de drama. Sempre funciona.

Sou pra você o que você é pra mim, só que com uma pitada de vontade de ser sempre mais. Sou teu abrigo, teu riso. Sou mais tua do que minha, quero ser teu tudo, tua sina.

Não sou uma jóia rara, porque como eu sempre haverá alguma outra. Não sou um doce, porque uma vez ou outra serei amarga por conta de ciúmes ou hormônios, talvez ambos juntos. Não sou perfeita, porque sou humana. Não sou certa, porque erro muito. Não sou a mais "gostosa" (segundo os padrões de beleza brasileiros), porque amo comer besteiras. Não sou a mais bonita, porque minha vaidade é preguiçosa demais para estar 24 horas em frente de um espelho se embelezando.

Não sou a melhor mulher do mundo, e pra falar a verdade, nem sei se algum dia alguém foi ou se ainda será.

Eu sou papel em branco, um pouco amassado e meio manchado de tinta laranja. Tenho rasuras. E você, meu dengo, não é quem escreve a minha história sob mim, mas é o tal alguém que vale mais do que todos os alguns. Você não possui a caneta nas mãos, mas por pura sorte minha, ou por capricho do destino, é você quem dita muitos (ou talvez todos) dos melhores momentos da minha vida. Te dou tudo que quiser de mim.

E contigo viro livro, enciclopédia e até biblioteca. Te faço autor, narrador e leitor. Te surpreendo nas alegrias e te afundo nas decepções, só pra fazer-te perceber que sou eu o teu grande amor.


03/09/2014

Somos um, feito de dois


"Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir”

Como já dizia Nando Reis: pra você eu guardei o meu melhor. Nós dois temos passados, temos desilusões amorosas, inseguranças... Mas eu desfoco tudo isso da minha mente quando te vejo, te beijo, te tenho. É engraçado até, esqueço de tudo, sinto-me leve, confiante, com vontade de ir à diante. “Ao infinito e além.”

Iv, nós somos infinitos que juntos formam galáxias sem fim. Ou será que o certo seria galáxias sem fim que formam infinitos? Whatever. Tem lógica isso que eu disse? Mas quem liga? Nós nunca fomos do tipo que faz sentido. Nem antes e nem agora, nem nunca. Gosto dessas coisas. Isso de ser estranho sempre me pareceu muito normal, que bom que você está aqui, não me sinto tão envergonhada e sozinha. Na verdade... Completa – olha que palavra bonita! Dizem que os opostos se atraem, que só iremos nos encontrar no amor quando conhecermos aquela pessoa que tem todas as nossas diferenças. Eu descordo, sabe por quê? Eu encontrei em ti tudo que me faz transbordar. Por que diabos eu iria querer me sentir completa quando posso me sentir transbordada?!

Um dia lhe te disse que queria ser diferente para você, mas sem deixar de ser eu. Um dia te pedi para ser sincero comigo, pra nunca me dar respostas automáticas, pra falar sempre o que sente e o que quer. Um dia perguntei se podia te beijar, porque eu queria muito sentir teu beijo pela primeira vez. Um dia te contei meus planos para o futuro, foram altas confissões. E um dia você disse que eles se concretizariam junto aos teus, um dia.

Lembra da tal da sorte? Quem diria, hein? Olha só a sorte que nós tivemos e que continuamos tendo! Não sei se foi sorte ter conhecido você ou se só tive sorte depois de te beijar, como naquele filme bonitinho que não sei o nome. Tive sorte em conseguir fazer loucuras pra te ver. Sorte em acordar com você me dando “bom dia, mô!” todo empolgado, e em ir dormir ouvindo “ah, fica mais um pouco” meio choroso de saudade. Quero te ver o tempo inteiro... Por que não somos vizinhos? Que saco. Mas tenho que relaxar,  já que isso tem um lado bom: a saudade. Sim, a própria! O que seria do amor sem a saudade? Ela deixa tudo ter mais valor, mais cor e calor.

Eu poderia falar em metáforas o quanto eu te amo, mas creio que nenhuma delas se encaixaria na descrição perfeita. Eu poderia fazer muitas coisas para que você notasse a ponta desse iceberg, que assim como o meu amor, é profundo. Eu poderia gritar por mil engarrafamentos espalhados por aí o quanto eu te quero pra sempre aqui, mas nenhum grito falaria mais alto que o meu olhar quieto. Eu poderia tanta coisa, você poderia muito mais, e juntos, poderíamos o mundo. Vai me dizer que não quer isso tanto quanto eu?

Moço, me conta o teu segredo? Revela pra mim a macumba que você fez pra me deixar assim? Me promete que nunca vai desfazê-la? Ok... eu não quero botar pressão, mas já botando... Quando você for casar, me convida pra ser a noiva no altar? Deixa eu te casar comigo, vai? A gente pode morar naquele endereço entre o céu e o mar, e um dia, quando a lua se esquecer do sol, nós podemos até se esquecer um do outro (se o Alzheimer quiser). Sempre que a saudade resolver falar comigo, vir falar de você sem razão, eu juro, eu vou sorrir em nome dos momentos bons e logo em seguida irei correndo te procurar pelos cômodos da nossa casa pra te abraçar bem forte, se arrepiar com a tua barba rala no meu pescoço, sentir teu cheiro de fragrância suave e marcante, te pertencer. Eu gosto de você, bem do jeito que você é e te quero só pra mim, assim como as ondas são para o mar.

“Eu estou certa de que nós podemos ir em frente, [...] eu deixo você ficar comigo se você se render.” Renda-se pra mim. Sem medo. Sem dúvidas. Sem nada. Seja tudo sem precisar me dar nada. Só me dê o teu amor que isso já me basta. Mentira. Me dê também a tua atenção, o teu coração, a tua voz sussurrada no meu ouvido. Tenha misericórdia, me dê você! Divida comigo os teus desejos mais insanos e os teus pesadelos nem tão cotidianos. Me conta das tuas vontades mais sacanas. Eu não vou rir e nem fugir, eu prometo. Eu te prometo, meu querido, eu não vou fugir. Aliás, foge comigo? Eu traço nossa fuga e você traz o “sim, eu topo!”, não precisamos ir para longe, e nem desaparecer pra sempre, só precisamos de algumas horas ou dias. Nossa diversão é comum aos olhos terceiros, mas completamente inédita para nós mesmos. Temos tanto a viver, tanto a aprender. Juntos. Eu, você e o tempo: o ménage perfeito.

Cara, como eu me importo, me preocupo e cuido de ti sem que tu perceba. Até os teus amigos já notaram isso, acho que até a tua mãe. Minhas amigas já estão cansadas de ouvir teu nome, mas sempre que falo sobre nós elas ficam com os olhinhos brilhando, suspiram, me chamam de sortuda e sorriem desejando que essa união dure eternamente. Nós somos lindos, amor.  E pode anotar aí: um dia a nossa história será lida por outros corações apaixonados. Vou te eternizar nos meus parágrafos.

Como é bom sentir medo de amar alguém intensamente; de pegar na mão e ir sem saber aonde irá chegar. Confiar. Essa sensação de queda livre é assustadora, e mesmo assim, se jogar desse precipício é algo mágico. Eu sou bem “pé no chão”, mas adoro voar de vez em quando, principalmente por causa de você, ou com você.

Eu te amo.

IV

13/08/2014

Meu amor é todo teu


Uma vez disseram-me que era chato ver o namorado todo santo dia. Que logo a gente enjoava da rotina, e depois, dele. Disseram também que era bom que houvesse um limite de tempo juntos, segundo terceiros, isso faria com que a vontade de se ver aumentasse. Falaram, falaram, falaram. E naquele tempo, pra mim, até que essas teorias estranhas e duvidosas faziam sentido. Porém, erraram. Agora, ao meu ver, aquilo era na verdade brincar de namorar.

Você que tá lendo isso aqui, tem noção disso aí?

Certo dia conheci um cara. Alto, calado, inteligente, engraçado, olhos escuros, com topete castanho e barba de três ou quatro dias. Lindo, fofo, educado, tímido. E também meio ousado. Aquele tipo de pessoa que faz com que o mundo pareça mais bonito, melhor, maior. Que faz qualquer fim de tarde ser especial. Que causa ansiedade na gente, tira o sono e põe sorrisos no nosso rosto o dia todo. Com ele não tem rotina, mesmo se a gente fizer sempre os mesmos programas. É o tipo de homem que pode ter qualquer mulher na hora que quiser, mas, que por algum motivo, me escolheu.

Você que tá lendo isso aqui, tem noção disso aí?

Eu, por minha vez, tagarelo o tempo inteiro, peço ajuda à ele com a matemática, não sei fazer piada (mas sei rir das minhas fotos bugadas, serve?). Eu sou antônimo de quase tudo que ele é, e é ele o sinônimo de todo o meu amor. Quero ser pra sempre a pequena dele, e a gigante para o mundo.

Nossos planos são muitos e no início eu até tinha receio... Mas hoje se tornaram os maiores sonhos da minha vida!

Você que tá lendo isso aqui, tem noção disso aí?

Quero dar-lhe presentes, escrever coisas bonitas, acordá-lo com beijos e, de vez em quando, com balas fini também, porque sei que ele gosta. Quero ser a melhor amiga, a namorada e a esposa desse cara.

Não gostamos de ficar longe um do outro, precisamos estar juntos sempre. Tem que ser de segunda a domingo, e quando passamos um diazinho longe rola estresse, muita saudade e raiva de Murphy. Idiotice? Espera só acontecer com você, de verdade! Isso é muito bom, pode confiar em mim.

Você que tá lendo isso aqui, tem noção disso aí?

E se ele estiver lendo isso, nem que seja pela milésima vez, quero que saiba que...

Meu amor é todo teu, Dengo meu.

19/07/2014

Carta de uma ciumenta


Queridos meninos, homens e senhores.

É com tamanha revolta e insônia que escrevo esta bela carta para vocês.

Sou uma mulher de carne, osso, peito pequeno, cabeça dura e coração mole. Amo o sexo feminino tanto quanto odeio-o. Em um mês somos capazes de atingir os mais variados humores, chorar horrores e ouvir os piores rumores que há sobre o sexo oposto, ou seja: vocês. E isto é algo que nenhum homem é capaz de conseguir em trinta e um dias. Aposto! Nós somos muitas, e todas compostas por uma dessas três maldições: a mulher ciumenta, a mulher ou a mulher confiante. Acredito numa teoria, que, segundo eu (ft. muitos outros), as mulheres são a oitava maravilha do mundo. Também arrisco em concordar que as mesmas possam vir a ser comparadas ao que chamamos de “inferno”. Afinal, não é qualquer um que encara uma tpm (daquelas!) com um humor regular quando se tem a personificação do diabo em forma de mulher. Mas o bom da tpm é que, depois dela, vem o apetite sexual, a carência, a fofura, a saudade – mesmo se você estiver ao nosso lado 24h por dia, de segunda a domingo.

Para começar, mulher ciumenta é pior que o capeta. Digo isso porque levanto a bandeirinha desse time.  Que se duvidar, é capaz das participantes sentirem ciúmes uma das outras. E por ai vai. A ciumenta cisma com Fulana de Tal, e aí, meu amigo... já era! Não importa o que você faça. Não interessa se vocês dois são apenas bons (...) amigos. Não estamos nem aí pro teu passado junto com a Fulana, pra nós, pouco importa se vocês ficaram ou namoraram por um dia ou um mês, ou talvez, um ano. O que nos irrita é o teu presente. No WhatsApp. Com ela! Tenho que admitir que acho bonitinho quem mantém contato após um término; admiro essa gente que mostra que ali ainda há respeito e amizade, mesmo quando não se há mais um amor mútuo. As ciumentas-não-loucas, como eu, não se importam com a tua lista de amigas no celular e nem medem palavras nas tuas conversas. Nós não ligamos pra nada disso. Pode cumprimentar com beijinhos e abraços a Ciclana, sei que ela te conhece a mais tempo que eu, e sei que você gosta da amizade dela. Para falar a verdade, eu também gosto da Ciclana. E da Beltrana também! Mas nunca fui com a cara da Fulana...
 
As ciumentas-não-loucas são do tipo que não gastam tempo e vingança em vão. A gente sabe muito bem quem é que tá fazendo o papel de cínica AND coitadinha nesse seriado. E aí, meu bem, não tem tiro, nem porrada e muito menos bomba, como diz a Valesca. E sim, muita palavra jogada nessa linda carinha de pau! Na lata, sem volta.  

Já a Mulher Confiante não se importa com as tuas amigas e, incrivelmente, nem com as vadias que te rondam. Ela sabe que se você está com ela, é porque você a ama. Ela sabe que é ela quem você leva para os jantares em família, e não uma outra. Sabe que é ela que você convida para ver o jogo com os amigos, e não uma outra. Ela confia em você e te dá total liberdade de cair fora quando quiser, porque ela sabe que todo mundo nessa vida é substituível, e é claro que com você não poderia ser diferente, afinal, você é só um homem. Mesmo que seja um homem rico, ou bonito, ou bem humorado Ou os três. No final das contas, você é só mais um pênis com sentimentos em meio tantos outros pênis. Bizarro? Concordo! Resumindo: ela sabe viver feliz sem você, mas prefere compartilhar a vida junto à ti. Te valorizando e esperando ser valorizada, porquê caso não seja, será ela quem cairá fora.

Agora, a Mulher... Sem adjetivo para acompanhar o sujeito simples da oração, nem complemento nominal. Só mulher. Esse é o tipo mais comum, e ao mesmo tempo, o mais raro. Ela cresceu num mundo machista, rodeada de meninos babacas e de amigos leais, mas que pra ela, eram apenas amigos e nada mais. Com o passar dos anos, e com a vinda da menarca, a vida muda. Mas pra ela as pessoas ainda são as mesmas, embora ela não seja. Uns vem, uns vão e então, você chega. Ela fica eufórica a cada manhã quando vê o visor do celular piscar um “bom dia, baby”. E logo em seguida sente uma paz interior inexplicável – se estivesse excitada, poderia até dizer que acabara de ter um orgasmo. Mas não, é só amor carregado de reciprocidade. Você a faz bem e se assegura de que ela está segura todos os dias. Faz ela rir até quando a piada é totalmente sem graça. E enquanto lá fora o dia chora, na cozinha você prepara o melhor brigadeiro do mundo, só porque tua mulher gosta. E sim, ela se faz tua e assume isso pra qualquer um. Ela refresca os problemas nas nuvens mesmo quando você a mantem com os pés no chão. Como se ela fosse uma gigante, mesmo sendo pequena quando vocês se abraçam e se beijam. Simplificando: você é um sonho clichê de toda mulher, e por ser assim, acaba se tornando raro no meio de tantos outros “comuns”, levando em consideração os dias de hoje. Ela te admira e no meio da multidão, só consegue enxergar você. 

Quer dizer, você e as Antoninas que te comem pelos olhos. Ela não sente ciúmes de qualquer uma. Não se incomoda que olhem para você. Mas ela perde a paciência com aquelas que ousam querer ser mais do que podem na tua roda social. A tua mulher, meu caro, lê o que enxerga, e não o que vê. Enquanto você lê um ingênuo “estou com saudades de como era antes e às vezes acho que você não quer dizer também” vindo de uma Antonina X, ela já captou uma mensagem subliminar, nas entre linhas mesmo. Algo do tipo: “estou com saudade de falar com você como quando tínhamos aquele ‘caso’ e às vezes acho que você não quer dizer que sente o mesmo por puro medo do que a sua namorada possa pensar”. Ela, por sua vez, manda a conversa para as amigas que mais entendem de relacionamentos, e também para as mais baladeiras que pregam a lei do desapego, só para se certificar de que ela não está ficando louca em nenhum sentido e que as amigas pensam o mesmo. Dito e feito. E quando as amigas de infância concordam, meu caro, se prepare...

Ela fica com medo de tomar alguma decisão precipitada, que te magoe. Afinal, ela confia em você e te ama mais que tudo nesse mundo. Consequentemente, morre de medo de te perder. E ela sabe que é melhor que essazinha aí; e em todos os quesitos! Mas, ao mesmo tempo, ela tem medo que o monstro-do-ciúmes que a habita te irrite e maltrate. E então, ela passa a ser revolver e escudo. Atira no alvo, mas se joga na frente dele pra que ninguém – e quando digo ninguém, quero dizer você – se fira. Ela pira tentando manter a sanidade, e isso faz você achar que ela é a mulher mais fofa do mundo. Você braça ela forte, dá beijo na testa, jura de dedinho (porque sabe que em meio tanta maturidade, pra ela, jurar de dedinho é algo sério e sem volta) que a ama e que nenhuma outra importa. Você a ama mais que tudo e todo dia demostra isso. Faz dela a mulher mais amada do mundo e ela procura fazer o mesmo por você. Mas assim como o ciúmes vai, o ciúmes vem. E então ela toma uma decisão. Bloqueia a tal Antonina das mensagens subliminares no teu WhatsApp; depois, exclui a cínica no teu facebook e no snapchat também; por fim, deleta o contato dela no seu celular. Tudo isso em 15 segundos. Mas depois disso tudo você grita que ela tá louca e fala com uma expressão bem séria que a ama, e para completar, insinua que ela não confia em você. E isso a desespera porque no fundo e no raso, é você o porto seguro dessa mulher. Ela te pede desculpas de todas as formas possíveis até se convencer de que você a desculpou. E, magicamente, o tal ciúmes some.

“Mulher” é o pior e melhor dos três tipos. Ela sabe que é capaz de marcar tua vida de uma maneira boa, é confiante. Mas mesmo assim alimenta a ciumenta que há dentro dela com: curiosidade, insegurança e mimimi. O conjunto denominado mulher se equilibra no centro de uma gangorra, de um lado A Poderosa e do outro A Medrosa. Mas no final da discussão, ela para de choramingar e te beija. E num abraço confortável, te pede pra nunca largá-la por uma outra dessas mulheres, sejam elas mais ciumentas ou mais confiantes que a tua, e exclusiva, mulher. 

Por isso, meu amigo, aguenta. Como já dizia Raimundos: quem mandou você gostar dessa mulher de fases? 

Com amor e sinceros ciúmes,
todas as mulheres do mundo.

10/07/2014

Canção de letra bonita


Perdemos boa parte do nosso tempo pensando em um alguém dos sonhos. Ouvimos músicas românticas, aprendemos os acordes, a letra, e depois, cantarolamos por aí. Talvez na esperança de que um sonho bom apareça e que um amor concreto floresça junto a este som. Somos apaixonados por um nada. O mesmo nada que nos invade e nos transforma de seres a humanos. Sentimentos. E aí começam a surgir os primeiros flertes, os primeiros beijos, os primeiros erros. A gente se arrepende, mas depois de uns anos, vemos que só ganhamos aprendizado à cada vacilo dado. Percorremos uma escala de emoções que vai de zero à mil, na qual existe desde os primórdios da humanidade.

Vivemos o agora com os olhos no futuro e um pé no passado; e depois, hipocritamente, abrimos a boca para falar algo como: "Eu vivo o presente, a vida é o agora, nada que eu fiz volta e tudo que tem pra chegar, um dia chegará, com calma e sem pressa, deixa que a vida me leva".

Mas a verdade é que, no fundo, nós temos pressa sim.

Eu, particularmente, amo a calmaria de um domingo qualquer, mas ainda assim prefiro a alegria que sinto nas saídas de sábado ao lado Dele. A gente grita a felicidade, canta, ri, discute, finge que não ama mais, e depois, dança. Dança no quarto, no supermercado, no shopping, na festa, no elevador, no corredor...

A gente acha que é da gente, mas na verdade, somos pertencentes a um outro plano, um mundo vivido por um ser só, conhecido também como o “amor da sua vida”. Queremos ser aceitos e enquanto não encontrarmos essa tal atmosfera, sempre nos sentiremos vazios. Uns nadas. Nunca nos encaixaremos na sociedade por completo, reclamaremos o tempo todo que ninguém nos entende e que a solidão é uma boa companhia, e a música, sua melhor amiga. Mas é só começarmos a habitar um mundo paralelo ao nosso para nos sentirmos inclusos nessa tal de sociedade, e então, percebemos que a única sociedade que nos importa realmente e que fazemos parte, é a do amor. Assim como nos preenche, também nos esvazia. E da mesma forma como nos aconchega, nos maltrata. O amor bate, rebate, finge que bate, não faz carão, e então, bate de novo! Coitado de quem se desinteressa na terceira batida. A música recém começou. Continue a cantarolar aquela canção de letra bonita, seu bobo. 

23/06/2014

Mural de fotos


Não vim aqui pra contar como criar um mural de fotos, ou poetizando: um mural da vida. Fotos são momentos e momentos são lembranças. Lembranças são sentimentos e sentimentos, por sua vez, são uma série de coisas boas e ruins. Logo, uma série de coisas boas e ruis são popularmente chamados de aprendizado. Vivência. 

Criei um mural de fotos numa das paredes verdes-turquesa do meu quarto. É um mural grandinho, mas que quero aumentar com o tempo. Colar fotos até o teto, até encostar na aresta da parede direita, e na da esquerda também. Às vezes, no carregar de um seriado, ou de um vídeo, ou de sei lá o quê; me pego olhando para as fotos, cada rostinho risonho meu de anos atrás me trás um pensamento tênue que me leva de volta ao passado e ao mesmo tempo me faz questionar o futuro enquanto analiso meu presente bem em cima dessa tal linha, em base nos meus erros e acertos, ilusões e desilusões, amores e desamores. 

Dezesseis. Quinze. Quatorze. Onze. Oito. Sete. Cinco. Três. Dois anos de idade e daqui a pouco já são dezessete. São bastantes números, e o que eu fiz nesse tempo todo? 

Bom... Vi a separação dos meus pais, e contribui com a reconciliação de ambos. Atravessei o país até chegar onde estou. Experimentei a vida de filha única e, quatro anos depois, passei a desfrutar das briguinhas de irmãos. Sempre vivi cercada de animais de estimação, e de Barbies. Estudei nos mais variados tipos de colégios e descobri logo cedo que, não é o tamanho da escola, nem os professores bem pagos e muito menos o seu nome renomado que vai fazer de você um bom estudante; entendi que tudo se facilita e se amplia pra melhor quando se tem uma boa companhia de pessoas gentis e de profissionais dispostos a te ensinar, custe o tempo (e a paciência) que custar. Vi paisagens magníficas no decorrer do tempo, tanto do alto das nuvens, como de dentro de cavernas frias e fedidas, com pinturas pré-históricas, lindas. Pôr do sol? Adoro ver do alto de um prédio ou da janelinha do avião, ou de uma das pontes metálicas daqui da orla da cidade. É, fotografo muitos raios rosas e alaranjados. Nasci no dia mais frio de agosto de 1997, talvez por isso goste tanto de brisas gélidas e do frio gostoso que faz na região sul do Brasil, digo isso porque vejo daqui uma foto minha com um dia de vida, toda enrolada num cobertor térmico fofinho. Já vi leões, alimentei pombos no banco da praça, tive um picolé roubado por uma girafa, toquei num elefante e tirei foto com uma chipanzé pra lá de mimosa. Já chorei por ter medo do fim dos tempos, por medo de morrer sem antes viajar o mundo e até de morrer virgem ou sem filhos. Criei um pavor por cruzeiros, barcas e afins, tudo por causa do bulbo de proa assustador que há nas embarcações. Até os onze, sempre tive facilidade em fazer amigos, mas nunca consegui abolir minha dificuldade em descobrir quem estava ali por bondade ou interesse, ou só maldade acompanhada pela falta de ocupação. Digo isso por ali no canto superior esquerdo do mural, tem uma foto minha pronta pra ir à escola. Uma vez derrubei uma dessas "amigas", empurrei os ombros dela e a guria caiu e rachou o piso do antigo condomínio onde eu morava; não é querendo ser má, mas, antes de me insultar é melhor pensar. Nunca gostei de brigas físicas, gosto de tortura verbalmente, mas só faço isso quando necessário. Maldade tem limite, até pra quem merece uma boa dose de verdades. Que nem na época em que foi tirada aquela foto no topo do mural, ao lado da cobra do zoo. Isso me lembra uma história bem triste e nostálgica até, recheada de lições, de lágrimas, de pedidos de desculpas, de erros e culpas. Consegui criar a capacidade de perdoar o imperdoável, segundo minhas amigas. Na mesma época conheci uma guria bem moleque; não moleque no sentido vagabundo da palavra; ela é moleque por ter alma de menino, também tem pensamentos de velho bem vivido; a menina-moleque me ensinou a ter coragem para assumir meus erros, pra pedir perdão quando preciso e a não ter vergonha de errar novamente, desde que eu sempre reconheça meu atos; Depois fomos juntas pro festival das cores, esse dia me rendeu uma foto bem colorida e rosa. 

São muitos retratos, muitas caretas e sorrisos, muitos lugares, muitas pessoas especiais. Muito de tudo. Daqui a pouco já são dezessete. E o mural se expande, multiplica e triplica de tamanho, dee uma aresta à outra. 

31/05/2014

Se tudo fosse como eu quisesse


Se tudo fosse como eu quisesse, nenhuma amiga minha choraria por causa de ex. Se tudo fosse como eu quisesse, todos teriam dinheiro o suficiente para comprar tudo o que quisessem. Se tudo fosse como eu quisesse, as provas seriam sempre em dupla. Se tudo fosse como eu quisesse, toda tarde teria pôr do sol rosa. Se tudo fosse como eu quisesse, eu moraria num pico bem alto, entre as nuvens. Se tudo fosse como eu quisesse, os dias seriam de sol, porém, frios. Se tudo fosse como eu quisesse, eu teria uma lontra de estimação. Se tudo fosse como eu quisesse, Fortaleza seria a nova São Paulo, só que menos cinza e mais fria. Se tudo fosse como eu quisesse, não existiria violência no mundo, e nem desnutrição na Etiópia. Se tudo fosse como eu quisesse, os militares não se arriscariam por guerras tolas, e o petróleo, seria dividido por igual independente do seu território. Se tudo fosse como eu quisesse, a política faria jus ao seu nome, e não seria interligada à corrupção. Se tudo fosse como eu quisesse, fast food não engordaria (e nem brownie!). Se tudo fosse como eu quisesse, eu me chamaria Clarice. Se tudo fosse como eu quisesse, Anne Frank teria vivido por mais anos e me ensinado muitos outros encantos literais. Se tudo fosse como eu quisesse, as galáxias e planetas poderiam ser vistos todas as noites, em todos os céus. Se tudo fosse como eu quisesse, minhas melhores amigas seriam minhas vizinhas. 

Se tudo fosse como eu quisesse, as pessoas não maltratariam os animais. Se tudo fosse como eu quisesse, os cachorros falariam. Se tudo fosse como eu quisesse, os sorvetes seriam de graça aos domingos. Se tudo fosse como eu quisesse, eu já nasceria sendo bilíngue. Se tudo fosse como eu quisesse, Renato Manfredini Júnior nunca teria morrido. Se tudo fosse como eu quisesse, eu ganharia um bom livro toda semana de presente de alguém. Se tudo fosse como eu quisesse, Capital Inicial viria fazer show na minha cidade e cantaria “Primeiros Erros” especialmente pra mim. Se tudo fosse como eu quisesse, todo mundo sentiria que encontrou o amor de sua vida pelo menos uma vez na vida. Se tudo fosse como eu quisesse, eu seria mais baixa e magra. Se tudo fosse como eu quisesse, meu cabelo seria ruivo de nascença e muuuito comprido. Se tudo fosse como eu quisesse, eu já estaria na faculdade cursando jornalismo. Se tudo fosse como eu quisesse, eu embarcaria num avião agora mesmo para o Egito, Nova York, Amsterdã, Machu Picho, Alaska, Tailândia, Inglaterra, Japão... Se tudo fosse como eu quisesse, enxergaria a vida, com um filtro amarelado, igualzinho como quando uso aquele óculos que eu adoro. Se tudo fosse como eu quisesse, todo mundo seria eterno. Se tudo fosse como eu quisesse, eu teria um jardim enorme cheio de margaridas brancas. Se tudo fosse como eu quisesse, eu me casaria com o meu namorado. Se tudo fosse como eu quisesse, eu sorriria mais diante dos problemas pequenos. Se tudo fosse como eu quisesse, eu já teria minha habilitação e o meu fusca azul conversível na garagem. Se tudo fosse como eu quisesse, faria menos drama. Se tudo fosse como eu quisesse, borboletas viveriam por mais tempo. Se tudo fosse como eu quisesse, cantaria no palco do Coachella junto com o Arcade Fire. Se tudo fosse como eu quisesse, eu teria, no mínimo, um livro publicado antes de me tornar adulta. Se tudo fosse como eu quisesse, eu sairia da casa dos meus pais aos dezoito.

Se tudo fosse como nós quiséssemos, a vida seria uma merda, e as pessoas, fúteis, babacas, mimadas e enjoadas. Nem tudo pode ser só bondade, deve haver um equilíbrio entre o bem e mal. É preciso ter dor para dar valor. Temos que ver o ruim de perto para querermos ser (sempre) melhor do que fomos ontem. Por isso, não podemos ter o que queremos na hora em que queremos, e sim, o que precisamos. Essa é só mais uma das leis da vida, ou pelo menos da minha.


E se tudo fosse como você quisesse, será que seria mesmo o que você deseja?


27/05/2014

Esse aqui eu quero que você leia


Distraída na aula, coloquei Ed Sheeran para tocar; ele canta o que eu gostaria de te falar, aliás, o que eu sempre irei querer dizer pra você. “Kiss me like you wanna be loved”. Só isso, ou tudo isso. 

A aula aqui é de Físico-Química, mas a única fórmula que me interessa é a de nós dois. Simples. Bonita. Boa. Feliz. Você + Eu = Carinho, confiança, sexo e beijos. Não tem como eu conseguir conviver com a tua ausência daqui em diante. Sei que isso é brega, e sei que você não é muito fã de “melosidades”, assim como também sei que é o homem mais sentimental, verdadeiro e misterioso que já conheci. Quanto mais aprendo sobre você, mais percebo que de nada sei. Meu bem, pode considerar-se um ótimo exemplo da expressão “Fulano é uma caixinha de surpresas”. Eu amo isso, não me canso disso.

Perdoe-me por tirar teu sono com uma preocupação vã. Essa nunca fora minha intenção, juro pra ti. Mas, lembra quando éramos apenas amigos e de vez em quando eu dizia que tinha algo para lhe falar, mas não sabia se era o momento certo?  Eu tinha medo que minhas três palavrinhas fossem mal recebidas por você. Mas numa dessas vezes, tu disseste que sentia que nós dois tínhamos a mesma vontade de dizer a mesma coisa, mas que nenhum dos dois falava pelo mesmos motivos; e um deles, era o medo da rejeição. E então, depois de pensar pouco e não me arrepender nem um tiquinho, eu disse o “eu te amo” mais confiante de todos. Me tremi toda do lado de cá, e você, sorriu do lado de lá. Reciprocidade total.

Hoje, sinto tudo isso de novo, só que desta vez a coisa toda é um pouco mais séria... Mas eu não aguento mais, não me contento em guardar isso só pra mim, quero que você saiba também. Eu acho que... acho que... eu... Meu Deus! Isso dá medo, muito medo! Me sinto uma ceguinha tendo que atravessar uma movimentada avenida onde os carros são feitos de amor não correspondido por igual, e a morte num possível atropelamento, feita de dor de: cotovelo, de coração, de alma, de tudo que for sentimental e que dói. Preciso de alguém que pegue na minha mão e me leve para o outro lado da pista. Alguém que me faça se sentir cuidada e amada, até o final da rua. Ou da vida. Mas o sinal precisa primeiro fechar para que eu possa descobrir se há alguém disposto a me ajudar. E por sinal eu quero dizer arriscar. Então lá vai: Eu acho que eu amo mais você do que eu.

Respira.

Eu disse que isso é brega, romântico demais, fofo (convenhamos, eu sou uma fofa, né?). Entendo que você é homem e, bom, homens não são tão sentimentais quanto nós mulheres. O cérebro de vocês trabalha melhor o lado lógico, e o nosso, o sentimental. A ciência tá aí para provar. Dia desses li em algum lugar o seguinte: F. Pessoa dizia que toda carta de amor é ridícula, se não for ridícula, não é uma carta de amor. Agora me diz, o que pode ser mais ridículo do que amar mais outra pessoa do que você mesmo? E olhe que isso aqui nem é falta de amor próprio, hein!